Banco Master admite riscos elevados com dependência da Tirreno

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal que a instituição concentrou uma parte significativa de sua estratégia em operações vinculadas à empresa Tirreno, elevando consideravelmente o risco do modelo de negócios. Ele observou que, em determinado período, entre 70% e 80% da nova estratégia do banco dependia dessa parceria, que foi estabelecida sem um histórico financeiro sólido.

Além disso, Vorcaro admitiu que a Tirreno atuava como intermediária nas operações, sem movimentar recursos próprios relevantes, o que levanta questões sobre a adequação dos padrões de governança e avaliação de contraparte. Especialistas alertam que a dependência excessiva de um único parceiro, especialmente em tempos de estresse de liquidez, pode comprometer a capacidade do banco de honrar seus compromissos financeiros, tornando-o vulnerável a interrupções operacionais.

A admissão da concentração de risco por parte de Vorcaro gera discussões no mercado financeiro sobre a prudência de instituições financeiras em adotarem estruturas tão concentradas em momentos adversos. A situação ressalta a necessidade de uma análise crítica sobre as práticas de diligência e gestão de risco no Banco Master e pode impactar suas operações futuras diante de um ambiente regulatório mais rigoroso.

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