Davos 2026: Tensão geopolítica e foco em IA e energia marcam o evento

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Fórum Econômico Mundial de Davos 2026 foi concluído na sexta-feira, 23 de janeiro, e evidenciou as tensões entre os Estados Unidos e a Europa, além de destacar a crescente importância da inteligência artificial e da energia nas discussões globais. Com um crescimento econômico projetado em 3,1% para o ano, os líderes mundiais alertaram para a insuficiência desse número diante do elevado endividamento e da instabilidade geopolítica. O clima de desconfiança entre parceiros históricos reforçou a urgência de reformas estruturais em várias economias.

Ao longo do evento, que reuniu chefes de Estado, líderes de organismos internacionais e CEOs, a política internacional emergiu como tema central, ofuscando questões econômicas que costumavam dominar as discussões. Os participantes expressaram preocupação com o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho, prevendo que essa tecnologia possa substituir funções de entrada e exigir políticas de requalificação. Além disso, a necessidade de investimentos em energia renovável foi enfatizada como crucial para sustentar o avanço tecnológico.

Com um cenário global mais fragmentado, os desdobramentos de Davos 2026 apontam para um comércio internacional mais desafiador e para uma necessidade premente de adaptação por parte de governos e empresas. A pressão para fortalecer cadeias de suprimento e a busca por soluções sustentáveis ficam em evidência, refletindo um mundo em transformação. O fórum deixou claro que, enquanto a economia global cresce, os riscos associados à geopolítica e à tecnologia devem ser geridos com cautela.

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