A cantora Ludmilla voltou a ser tema de debates acalorados na internet após a divulgação de um vídeo em que se recusa a conceder uma entrevista a uma equipe do SBT. A gravação, realizada em um ambiente público, registra a artista interrompendo a abordagem e argumentando que não dialoga com a emissora devido a questões que ela considera incompatíveis com a luta contra o racismo.
O embate remete a um incidente de 2017, quando o apresentador Marcão do Povo fez um comentário racista sobre a cantora durante um programa ao vivo, resultando em uma batalha judicial. Ludmilla alega que a permanência do apresentador na emissora representa uma aceitação institucional de práticas discriminatórias, um ponto que ela tem reiterado desde então. Recentemente, a disputa judicial se intensificou, com Marcão do Povo processando a artista com base em uma interpretação legal que Ludmilla contesta.
As declarações de Ludmilla e a repercussão do vídeo levantam questões importantes sobre a responsabilidade da mídia e a luta contra o racismo no Brasil. A artista continua a receber apoio de fãs e usuários da internet, que se mobilizam em torno de suas reivindicações. O desdobramento desse caso pode impactar não apenas a relação entre a cantora e a emissora, mas também as discussões mais amplas sobre racismo e ética na mídia brasileira.

