A Venezuela anunciou sua intenção de incrementar a produção de petróleo em 18% até 2026, apoiando-se em uma reforma de sua legislação petrolífera. A mudança, que representa um afastamento do modelo estatista, visa facilitar o ingresso de empresas privadas no setor, especialmente em um momento de intensa pressão dos Estados Unidos após a queda de Nicolás Maduro.
O país, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, busca reverter uma trajetória de produção decrescente, alcançando 1,2 milhão de barris por dia em 2025, após um ponto baixo de 360 mil barris em 2020. A proposta de reforma já recebeu um voto favorável no Parlamento e pode ser finalizada em breve, conforme declarado por Héctor Obregón, presidente da estatal PDVSA, que enfatiza a necessidade de modernizar o marco legal para garantir segurança jurídica aos investidores.
As implicações dessa reforma são significativas para a economia venezuelana, que almeja aumentar o fluxo de dólares e restaurar a confiança dos investidores. O governo interino da presidente Delcy Rodríguez está sob pressão externa, especialmente dos Estados Unidos, que buscam controlar as vendas de petróleo do país. O sucesso dessa transformação poderá determinar não apenas a recuperação econômica da Venezuela, mas também a dinâmica do mercado global de petróleo.

