O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou a exoneração de Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) após sua renúncia. A decisão foi oficializada no Diário Oficial e ocorre após uma operação da Polícia Federal em sua residência, realizada na manhã de ontem (23).
A operação, conhecida como Barco de Papel, foi autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal e visa apurar suspeitas de irregularidades financeiras que comprometeram o patrimônio da autarquia. Além de Antunes, a PF também fez buscas nas residências de outros ex-dirigentes do Rioprevidência, resultando na apreensão de veículos de luxo e dinheiro em espécie. As investigações se concentram em uma aplicação de R$ 970 milhões em títulos do Banco Master, levantando preocupações sobre a gestão de recursos públicos.
As implicações dessa exoneração e da operação policial são significativas, uma vez que podem indicar falhas graves na administração do Rioprevidência e gerar um impacto negativo na confiança pública. A autarquia, em sua defesa, negou irregularidades e afirmou que os pagamentos de aposentadorias e pensões continuam normalmente. Contudo, a continuidade das investigações poderá trazer à tona mais informações sobre a gestão de recursos e eventuais crimes financeiros envolvidos.

