Orelhões: memórias de um passado comunicativo relembradas em filme

Jackelline Barbosa
Tempo: 1 min.

O orelhão, que por décadas foi um importante meio de comunicação nas ruas, ganha destaque novamente com o filme ‘O Agente Secreto’, onde o ator Wagner Moura o utiliza. Este retorno à memória coletiva revela não apenas um objeto urbano, mas também as complexidades de sua utilização. As dificuldades enfrentadas pelos usuários, como a busca por fichas e a competição por espaço, tornavam cada ligação uma verdadeira prova de resistência social.

As ligações realizadas por meio dos orelhões eram frequentemente marcadas por desafios. A falta de fichas e a escassez de aparelhos funcionando tornavam a tarefa de se comunicar um exercício de improviso e pressa. Além disso, a falta de privacidade e a presença de outras pessoas nas proximidades transformavam cada conversa em um evento público, onde intimidades eram expostas sem escolha.

A dependência de um objeto fixo para comunicação ressaltava as limitações da época, contrastando com a liberdade proporcionada pelos celulares atuais. As experiências compartilhadas por aqueles que usaram orelhões lembram como a tecnologia moldou as interações sociais. Essa reflexão sobre o passado pode nos ajudar a entender melhor as transformações na forma como nos relacionamos e comunicamos hoje.

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