O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi contratado pelo Banco Master a pedido do senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado. Essa movimentação aconteceu após a negativa do mercado à indicação de Mantega para o Conselho de Administração da Vale, que levou o governo a abandonar a proposta. Com um salário de R$ 1 milhão por mês, sua principal função no banco é apoiar a articulação da venda para o Banco de Brasília (BRB).
A contratação de Mantega coincide com um período de críticas ao Banco Master, principalmente após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter mencionado um suposto golpe de R$ 40 bilhões atribuído ao dono da instituição. Apesar da natureza privada da Vale, o governo federal mantém uma influência considerável sobre a empresa, o que despertou descontentamento no mercado. Mantega já havia prestado consultoria ao Banco Master antes de sua contratação, acumulando pagamentos que podem ter atingido R$ 11 milhões.
As relações políticas dentro do Banco Master envolvem contato com o sócio Augusto Lima, ex-CEO da instituição, que possui laços com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Enquanto isso, Mantega realizou várias visitas ao Palácio do Planalto, onde se reuniu com o chefe de gabinete do presidente Lula, embora os encontros não mencionem seu vínculo com o banco. Essa situação levanta questões sobre a transparência e a influência política nas decisões do setor financeiro brasileiro.

