Na manhã de uma segunda-feira, um algoritmo de inteligência artificial realiza vendas massivas no mercado financeiro, gerando uma queda acentuada em questão de segundos. Essa ação, desencadeada pela interpretação negativa de um relatório bancário, levanta questões sobre o papel da IA em crises financeiras. Os especialistas divergem em suas opiniões, com alguns argumentando que a IA pode intensificar movimentos de manada, enquanto outros acreditam que pode atuar como um escudo, detectando riscos rapidamente.
O professor André Filipe Batista, especialista em ciência de dados, destaca que as crises financeiras na era da IA podem apresentar características como velocidade, opacidade e interconexão algorítmica. A velocidade das decisões automatizadas pode transformar preocupações em pânico em um piscar de olhos, enquanto a opacidade dos modelos de IA pode dificultar a compreensão das suas ações. Além disso, a homogeneização das estratégias utilizadas por diferentes fundos pode gerar um efeito manada, exacerbando a crise.
A discussão sobre a IA na economia global avança, com vozes otimistas argumentando que a tecnologia pode ampliar a capacidade de prever riscos. Entretanto, todos concordam que a supervisão humana é crucial para evitar que a tecnologia cause crises. O desafio está em encontrar um equilíbrio entre a inovação e o controle, garantindo que a IA funcione como uma ferramenta de apoio e não como um fator de risco.

