O treinamento com restrição de fluxo sanguíneo, conhecido como BFR, tem ganhado notoriedade por permitir que praticantes obtenham ganhos musculares significativos sem a necessidade de altas cargas. Essa técnica, que envolve o uso de manguitos inflados nos membros, é utilizada tanto na reabilitação quanto na prática esportiva, visando melhorar força e resistência. Especialistas ressaltam a importância de uma supervisão adequada durante sua aplicação, especialmente em populações vulneráveis, como idosos.
Originada no Japão na década de 1960, a técnica BFR vem sendo adotada em diversos países, incluindo o Brasil. Durante os exercícios, a pressão controlada nos manguitos cria um ambiente de menor oxigenação, resultando em maior estresse metabólico. Contudo, estudos recentes indicam que, embora os benefícios sejam promissores, há riscos associados, como a possibilidade de piora do equilíbrio e da marcha em algumas circunstâncias.
Apesar dos potenciais efeitos adversos, especialistas acreditam que, quando supervisionada corretamente, a técnica pode trazer benefícios a longo prazo, como melhorias na força e na função muscular. A combinação do treinamento BFR com exercícios específicos de equilíbrio é fundamental para maximizar os resultados e minimizar riscos. Assim, o treinamento com restrição de fluxo sanguíneo se apresenta como uma ferramenta inovadora, mas exige cautela e contexto adequados em sua aplicação.

