Uma jornalista enfrenta seu medo do mar ao considerar participar de um retiro de surf no Marrocos. Esse temor começou após um incidente traumático em Biarritz, na França, onde uma onda a lançou ao fundo do mar, causando lesões. Com quase 20 anos de experiência em reportagens sobre tragédias humanas, ela acredita que sua profissão contribuiu para o aumento de sua ansiedade em relação ao mar.
O processo de aprender a surfar se revela como uma atividade imersiva e potencialmente terapêutica. A autora reflete sobre como as experiências negativas da vida podem afetar a percepção de segurança, especialmente em ambientes naturais como o oceano, que frequentemente apresenta riscos como correntes fortes e predadores. Ela se questiona se a prática do surf pode ajudá-la a reconquistar a confiança perdida ao longo dos anos.
Ao ponderar sobre essa jornada, a jornalista considera os desdobramentos pessoais que podem surgir dessa experiência. O retiro não apenas representa uma oportunidade de enfrentar seus medos, mas também de redescobrir a alegria de estar em contato com a natureza. Essa busca por superação pode ressignificar sua relação com o mar e, por extensão, com os desafios da vida.

