A diretora do Fórum Econômico Mundial, Saadia Zahidi, argumenta que a inteligência artificial (IA) está provocando mudanças significativas no mercado de trabalho global, alterando requisitos de habilidades e estruturas salariais. As previsões sobre o impacto da IA variam amplamente, com alguns especialistas prevendo uma substituição em massa de trabalhadores, enquanto outros acreditam em um crescimento líquido de empregos. Este cenário exige uma compreensão profunda da inovação tecnológica e esforços coordenados entre políticas públicas e educação.
Os países estão enfrentando uma transformação complexa em seus mercados de trabalho, onde tendências geoeconômicas podem ser tão influentes quanto as mudanças tecnológicas. Zahidi destaca que regiões em desenvolvimento, como o Brasil, podem se beneficiar com novas oportunidades de emprego em setores emergentes, enquanto países avançados lidam com o desafio de adaptar suas forças de trabalho. A integração acelerada da IA exige que governos e empresas modernizem suas abordagens em educação e treinamento profissional.
O futuro do trabalho depende da capacidade das economias de se adaptarem a essas mudanças dinâmicas. É crucial que formuladores de políticas, empregadores e trabalhadores colaborem para criar sistemas de aprendizado ao longo da vida que preparem a força de trabalho para as demandas do amanhã. Se não houver uma abordagem estratégica, o mundo pode enfrentar um aumento das desigualdades e desafios sociais, especialmente em economias em desenvolvimento.

