Queda acentuada nos preços de suínos na União Europeia em 2026

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Os preços médios dos suínos na União Europeia (UE) apresentaram uma queda significativa no início de 2026, afetados por surtos de doenças e uma demanda em redução. A situação foi detalhada em um relatório do Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura do bloco, que destacou um crescimento de 4% na produção de carne suína, totalizando 18,2 milhões de toneladas entre janeiro e outubro, devido a maiores volumes de abate e carcaças mais pesadas.

A Peste Suína Africana (PSA) na Espanha tem intensificado a pressão sobre os preços, que recuaram para US$ 1,72 por quilo, o valor mais baixo desde março de 2022. Em comparação, os preços na Espanha caíram de US$ 2,02 para US$ 1,53 em apenas seis semanas após o surto da doença, refletindo a gravidade da situação. Apesar das exportações do bloco terem aumentado 3%, as vendas para a China, principal mercado, caíram 5%, enquanto as vendas para o Vietnã cresceram 21%, compensando parcialmente essa desaceleração.

Analistas alertam para o maior diferencial de preços entre o Reino Unido e a UE em uma década, o que pode resultar na substituição da produção britânica pela europeia no varejo. Embora a UE tenha recebido alíquotas antidumping menores da China, os riscos estruturais ainda são elevados, especialmente para produtos de miúdos. A expectativa é de que a pressão sobre os preços continue, em virtude da oferta robusta e das incertezas sanitárias em jogo.

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