A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifestou sua preocupação com os efeitos do piso mínimo do frete rodoviário sobre a competitividade do agronegócio no Brasil, em um comunicado divulgado em São Paulo. A entidade ressalta que a metodologia adotada apresenta inconsistências e desconsidera a dinâmica real do mercado, resultando em custos logísticos mais altos, especialmente em estados produtores como Mato Grosso.
Criada em 2018 como medida emergencial, a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas tem gerado distorções permanentes, segundo a Aprosoja MT. A entidade critica o tabelamento por ignorar a livre concorrência e a sazonalidade do agronegócio, além de apontar falhas na metodologia da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que beneficia veículos de grande porte em detrimento de caminhoneiros autônomos com frota menor.
A ANTT está revisando a metodologia do piso mínimo, mas as mudanças não devem ser implementadas a tempo de impactar a safra atual. O Supremo Tribunal Federal também analisa a constitucionalidade dessa política, e a Aprosoja MT teme que a inação leve à perda de competitividade do Brasil no mercado internacional, beneficiando concorrentes que podem explorar a oportunidade de exportação.

