Banco Central exige R$ 2,6 bi do BRB após compra de ativos fraudulentos

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

O Banco Central do Brasil enviou um ofício ao Banco de Brasília (BRB) solicitando a provisão de R$ 2,6 bilhões para reequilibrar seu balanço financeiro. Essa decisão é uma consequência do envolvimento do BRB na aquisição de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, um processo que gerou preocupações sobre a estabilidade financeira da instituição. O valor final da provisão ainda está em discussão entre o BC e o BRB, que realiza a sua própria análise dos ativos.

A situação se agrava considerando que o BRB havia adquirido, desde julho de 2024, carteiras de crédito do Banco Master, totalizando R$ 16 bilhões, sendo que R$ 12,2 bilhões dessas carteiras foram identificados como fraudulentos em investigações da Polícia Federal. O BRB tentou trocar esses ativos por outros, mas o ex-presidente da instituição relatou que nem toda a carteira foi substituída, levantando mais dúvidas sobre a gestão de ativos do banco. As informações foram inicialmente divulgadas pelo jornal Valor Econômico e confirmadas por outras fontes.

O BRB garantiu que está colaborando com o Banco Central e que possui um plano de aporte de capital em caso de confirmação de prejuízos. A instituição reafirma sua solidez financeira, com um patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões, e continua operando normalmente. A investigação em curso e a situação financeira do banco podem ter implicações significativas para a confiança dos investidores e a estabilidade do sistema financeiro local.

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