Em 23 de janeiro, durante uma reunião extraordinária em Bruxelas, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, expressou as reservas dos líderes da União Europeia em relação ao Conselho de Paz criado por Donald Trump. A proposta, que visa monitorar a governança e a reconstrução da Faixa de Gaza, é vista com ceticismo por parte dos Estados-membros, que temem que a iniciativa possa enfraquecer as Nações Unidas.
Costa afirmou que existem sérias dúvidas sobre a competência e governança do Conselho de Paz, além de sua compatibilidade com a Carta das Nações Unidas. O encontro ocorreu no mesmo dia do lançamento do conselho, que terá Trump como presidente vitalício e imporá uma taxa de adesão de US$ 1 bilhão. Enquanto isso, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, indicou que precisa de mais tempo para avaliar a proposta, citando preocupações constitucionais sobre a soberania nacional.
A hesitação das potências europeias em abraçar a iniciativa de Trump é um sinal de complicações futuras no que diz respeito à implementação do plano de paz. Críticas surgiram internamente na Itália, onde opositores questionam a disposição de Meloni em alterar a Constituição para aderir ao conselho. Assim, o futuro do Conselho de Paz e sua eficácia em resolver conflitos ainda permanecem incertos, refletindo a divisão entre aliados e a cautela em relação à proposta de Trump.

