Na última sexta-feira (23), o governo britânico expressou indignação em resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que aliados da Otan estavam “afastados das linhas de frente” durante a intervenção no Afeganistão. Durante uma entrevista à Fox News, ele minimizou a contribuição dos países-membros, afirmando que os EUA “nunca precisaram deles”. Essas declarações provocaram uma reação imediata de autoridades britânicas, que consideraram Trump “errado” em suas afirmações.
O porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, destacou o orgulho nacional pelas Forças Armadas e lembrou as perdas significativas do Reino Unido, que contaram com 457 soldados mortos durante a missão. A indignação se espalhou por outros membros do governo, incluindo o ministro da Defesa e a líder da oposição conservadora, que chamaram os comentários de Trump de “profundamente decepcionantes” e “absurdos”. As reações sublinham a sensibilidade em torno do papel britânico na operação militar que buscava combater a Al-Qaeda após os ataques de 11 de setembro de 2001.
As declarações de Trump não apenas ofenderam as famílias dos soldados britânicos, mas também levantaram questões sobre os laços transatlânticos e a cooperação militar. Com perdas significativas de tropas de outros aliados da Otan, como Canadá e França, o desdém demonstrado por Trump poderá impactar as relações futuras entre os países. A situação destaca a fragilidade das alianças em tempos de tensão política, especialmente em relação à memória e ao respeito pelos sacrifícios feitos em nome da segurança coletiva.

