Roger Abdelmassih, ex-médico condenado por crimes de estupro contra mais de 70 mulheres, foi transferido da Penitenciária de Tremembé para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, no dia 2 de janeiro. A mudança se insere em um processo de transformação do antigo presídio, conhecido por abrigar detentos de alto perfil, em uma unidade prisional comum, conforme determinação do governo estadual.
A defesa de Abdelmassih, que alega que ele enfrenta sérios problemas de saúde devido à idade, protocolou um pedido de prisão domiciliar. Uma juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo já decidiu que será realizada uma perícia médica para avaliar as condições de saúde do detento, que inclui problemas cardíacos e um tratamento contra câncer de próstata. Este pedido se junta a outros já feitos anteriormente, os quais foram negados pela Justiça.
A situação de Abdelmassih levanta questões sobre as condições de detenção e o tratamento de presos com problemas de saúde. Com a mudança para um presídio comum e a realização da perícia médica, o caso deve ser acompanhado de perto, uma vez que as decisões futuras podem impactar não apenas a vida do ex-médico, mas também a percepção pública sobre a justiça no trato com condenados por crimes de grande repercussão.

