O governo dinamarquês, liderado pela primeira-ministra Mette Frederiksen, pediu uma maior presença da Otan na Groenlândia durante uma reunião em Bruxelas, realizada em 22 de janeiro. Este pedido surge em um contexto tenso, onde a soberania da Groenlândia é uma preocupação central, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a ilha. Frederiksen foi clara ao afirmar que a Dinamarca não negociará sua soberania em quaisquer discussões futuras com os EUA.
As negociações propostas com os Estados Unidos visam abordar questões de segurança, que incluem a presença militar americana no território. A primeira-ministra e o ministro do Exterior dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, enfatizaram que o foco das conversas será na cooperação em segurança, sem comprometer a integridade territorial. O ministro também comentou que um acordo futuro poderia envolver a presença de tropas americanas na Groenlândia, mas isso ainda está sendo discutido.
As implicações dessas negociações são significativas, pois refletem a crescente preocupação da Dinamarca em manter sua soberania em face de pressões externas. A primeira-ministra se reunirá com o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, para discutir a situação, destacando a necessidade de um diálogo respeitoso entre as partes. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também reconheceu a falta de investimento europeu na segurança do Ártico, prometendo um aumento no apoio financeiro para o território a partir de 2028.

