O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido de parlamentares da oposição, que solicitavam o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria de um inquérito envolvendo o Banco Master. A decisão, tomada no dia 15 de janeiro, ocorre no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras na instituição bancária.
A representação para afastar Toffoli foi motivada por uma viagem a Lima, no Peru, em novembro de 2025, onde ele compartilhou uma aeronave com o advogado Augusto Arruda Botelho, que defende um dos investigados. Os parlamentares alegaram que esta relação criaria suspeições sobre a imparcialidade de Toffoli na condução do inquérito. Contudo, Gonet argumentou que não há necessidade de providências adicionais, uma vez que o caso já está sob supervisão da Procuradoria-Geral da República e em trâmite no Supremo Tribunal Federal.
A decisão de Gonet pode ter implicações significativas para o andamento das investigações do Banco Master. O arquivamento do pedido sugere que os ministros do STF e a PGR continuarão a conduzir o caso sem interferências externas. Assim, o foco das apurações permanecerá nas evidências coletadas até o momento, enquanto o contexto político em torno da operação pode gerar novas reações entre os parlamentares envolvidos.

