Líderes do Congresso Nacional debatem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master, mas enfrentam resistências significativas. Embora haja apoio de parlamentares governistas, a avaliação é de que o alto custo político de CPIs em ano eleitoral desestimula esse avanço. Senadores afirmam que comissões de inquérito prosperam apenas quando há um inimigo claro fora do sistema, o que não se aplica ao atual cenário.
Diante desse contexto, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida pelo senador Renan Calheiros, surge como uma alternativa viável para apurações. Renan enfatiza a responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na fiscalização de fundos de investimento e destaca falhas que levaram a prejuízos a investidores. A CAE terá um papel central para evitar o desgaste do Parlamento e promover investigações com maior controle e menos riscos políticos.
Enquanto isso, a oposição busca criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e uma CPI no Senado, que dependem de decisões do comando das Casas. O caso do Banco Master, liquidado em novembro de 2025 após irregularidades financeiras, está sob investigação no Judiciário e enfrenta críticas internas. A possibilidade de avançar com uma CPI ampla poderia aumentar a tensão entre os Poderes e gerar um desgaste político significativo para o Congresso.

