No domingo, dia 18 de janeiro, um trem que partiu de Málaga em direção a Madri descarrilou nas proximidades de Adamuz, na Andaluzia. A tragédia resultou em pelo menos 43 mortes, de acordo com as contagens feitas até quarta-feira, 21. A colisão também envolveu um comboio que seguia para Huelva, complicando ainda mais a situação e as operações de resgate.
As equipes de emergência enfrentaram grandes dificuldades devido aos destroços retorcidos, que bloquearam a passagem de equipamentos e pessoas. O chefe dos bombeiros relatou que, em um caso, foi necessário remover um corpo para alcançar sobreviventes. As investigações estão em andamento para determinar as causas do acidente, que pode ter envolvido uma colisão lateral, aumentando a gravidade da situação.
O acidente gerou comoção em todo o país, resultando em três dias de luto oficial. Momentos de silêncio foram observados antes das partidas de futebol, e a família real espanhola, composta pelo rei Felipe VI e a rainha Letizia, visitou o local para prestar condolências. Entre as histórias de sobrevivência, destaca-se a de uma menina de seis anos que foi encontrada viva após escapar por uma janela quebrada, enquanto sua família não sobreviveu ao desastre.

