A disputa pelo Senado em 2026 se intensifica com a movimentação de ministros do governo e a estratégia do PL, que deseja manter sua bancada como a maior da Casa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prioriza as eleições legislativas, incentivando ao menos 20 ministros a deixarem seus cargos para se candidatar, incluindo nomes como Gleisi Hoffmann e Simone Tebet, que buscam representar o governo em seus estados.
No campo oposto, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta desafios devido à sua prisão, mas o PL ainda considera as eleições para o Senado como uma prioridade. A divisão interna entre os apoiadores de Bolsonaro pode afetar a capacidade do partido de manter sua força legislativa. Apesar dos obstáculos, a presença de um eleitorado significativo entre 20% e 25% ainda pode garantir a eleição de senadores bolsonaristas em 2026.
Com a janela de transferência partidária se aproximando, as alianças políticas podem mudar rapidamente. O fundo partidário se torna uma moeda de troca crucial para os senadores em busca de reeleição, enquanto a dinâmica entre o PL e o PSD se intensifica. O Senado, que tem atuado como um contrapeso nas decisões da Câmara, continua a ser um foco estratégico para ambos os lados durante este período eleitoral.

