No dia seguinte ao feriado federal que celebra o aniversário do Rev. Dr. Martin Luther King, Jr., a Nike anunciou o lançamento de um sneaker da coleção LeBron XXIII, intitulado “Honor The King”. O calçado, que será vendido por $210 em fevereiro, é da mesma cor que o Lorraine Motel em Memphis, onde o Dr. King foi assassinado em 1968. Essa tentativa de homenagem, no entanto, é vista por críticos como uma redução do impacto moral e histórico de sua vida a um simples produto de consumo.
A crítica central se concentra na forma como a Nike e a figura de LeBron James transformam a luta por justiça em uma mercadoria. A vida de Dr. King foi marcada por riscos e sacrifícios, especialmente no momento em que ele lutava pelos direitos dos trabalhadores em Memphis. Ao vincular sua morte a um produto, a Nike ignora as complexidades e as realidades enfrentadas por King em sua busca por igualdade e justiça social, diluindo seu legado em uma narrativa superficial.
As implicações dessa abordagem são profundas, pois podem moldar a forma como o ativismo é percebido na sociedade contemporânea. A luta por justiça não deve ser reduzida a um símbolo de consumo, mas sim entendida como um esforço coletivo que envolve riscos reais. A controvérsia em torno do sneaker da Nike levanta questões sobre a responsabilidade das corporações em abordar questões sociais de forma genuína e comprometida.

