Cade nega recurso da Petlove sobre fusão entre Petz e Cobasi

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu, em votação virtual, negar os embargos de declaração apresentados pela Petlove em relação à fusão entre Petz e Cobasi. O relator José Levi Mello do Amaral Jr. considerou que não havia contradições a serem sanadas e que a possibilidade de múltiplos compradores era uma exceção. A homologação da decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 de janeiro de 2026.

A fusão entre as empresas foi aprovada em dezembro de 2025, condicionada à venda de 26 lojas em São Paulo, que representam 3,3% do faturamento combinado das companhias. A Petlove, terceira maior varejista do setor, argumentou que a redação do acordo permitia a venda dos ativos a um ou mais compradores, o que poderia resultar em vendas em momentos distintos. No entanto, o Cade reforçou que a venda deveria ser feita para um único comprador, conforme indicado por alguns conselheiros durante a análise.

Com a fusão, que foi concluída em janeiro de 2026, a nova empresa, agora chamada União Pet, se torna líder no mercado pet brasileiro, operando sob o ticker AUAU3 na B3. A decisão do Cade e a estrutura do acordo marcam um novo capítulo no setor, o que pode impactar a concorrência e as estratégias de mercado das empresas envolvidas, além de afetar a dinâmica para outras concorrentes.

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