No dia 22 de janeiro, líderes europeus se reuniram em Bruxelas para discutir as relações transatlânticas, aliviados, mas cautelosos, com a nova postura do presidente americano, Donald Trump, sobre a Groenlândia. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, teve sucesso em convencer Trump a não prosseguir com a ideia de se apropriar do território dinamarquês, mas a euforia foi moderada, dadas as incertezas que permanecem. O presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou a necessidade de vigilância contínua em relação às ações do líder americano.
A cúpula foi convocada em resposta às recentes ameaças de Trump, que afetaram as relações entre a Europa e os Estados Unidos. Embora o risco imediato pareça ter se dissipado, os líderes europeus discutiram a importância de um plano alternativo para lidar com a imprevisibilidade do governo americano. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reafirmou que a soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia não estava em questão, mas o futuro da aliança transatlântica permanece volátil.
Os líderes expressaram a necessidade de se manterem preparados para qualquer eventualidade, dada a tendência de Trump em adotar posturas agressivas. Apesar do alívio temporário, os europeus estão cientes de que a ordem internacional está mudando e que devem aumentar seus investimentos em defesa para reduzir a dependência dos EUA. A reunião em Bruxelas sinaliza um esforço conjunto para fortalecer as relações transatlânticas, mesmo em tempos de incerteza.

