Trump provoca tensão na Europa ao manifestar interesse na Groenlândia

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Na quarta-feira, 21 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou do Fórum Econômico Mundial em Davos, onde reiterou seu desejo de ver a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, incorporada aos EUA. Apesar do descontentamento do governo dinamarquês e de outros países da União Europeia, Trump minimizou a questão e criticou a aliança transatlântica, questionando a direção que a Europa está tomando em questões como migração e energias renováveis.

A insistência de Trump em anexar a Groenlândia é vista como um desvio preocupante da noção de Ocidente, segundo especialistas, que alertam para a possibilidade de uma nova era em que a Europa se torne subordinada aos interesses americanos. Essa abordagem também levanta preocupações para aliados tradicionais, como o Brasil, que podem se sentir vulneráveis a uma política externa agressiva dos EUA, especialmente em relação a recursos naturais e territórios estratégicos.

As declarações de Trump não apenas fragilizam a unidade do Ocidente, mas também podem incentivar um movimento europeu em direção à diversificação de parcerias, como a reativação do acordo entre Mercosul e União Europeia. A pressão sobre os países europeus para que busquem alternativas estratégicas pode resultar em desdobramentos significativos na política econômica global, afetando a segurança e a cooperação internacional em um cenário cada vez mais complexo.

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