Iraque processará prisioneiros do Estado Islâmico transferidos da Síria

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

Na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, o Iraque anunciou que iniciará processos judiciais contra prisioneiros do grupo Estado Islâmico (EI) que foram transferidos da Síria. Esta ação é consequência de uma operação militar dos Estados Unidos, que visa garantir a segurança após a derrota do EI em 2019. O exército americano transferiu 7.000 prisioneiros de campos controlados por forças curdas para o Iraque, onde as autoridades já confirmaram o recebimento de um grupo inicial de 150 detidos.

A transferência dos prisioneiros ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança nas instalações onde estavam detidos, especialmente após confrontos recentes entre o exército sírio e as forças curdas. O Conselho Judicial Supremo do Iraque afirmou que o sistema judiciário do país tomará as medidas legais necessárias contra os acusados, que incluem tanto iraquianos quanto estrangeiros. A operação visa não apenas processar os suspeitos, mas também mitigar os riscos de segurança relacionados a possíveis fugas ou tumultos nos campos sírios.

As implicações dessa decisão são significativas, pois refletem a complexidade da luta contra o extremismo na região. O retorno de prisioneiros ao Iraque pode resultar em desafios adicionais para o sistema de justiça e a segurança pública do país. A capacidade do Iraque de lidar com essa situação poderá influenciar a estabilidade da região e a relação com os aliados ocidentais, que estão preocupados com a segurança e a reintegração de ex-combatentes do EI.

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