Ad imageAd image

EUA oficializam saída da OMS com dívida de US$ 260 milhões

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Os Estados Unidos devem formalizar sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026. De acordo com um porta-voz do Departamento de Estado, a decisão do presidente Donald Trump, anunciada há um ano, não apenas gera consequências para o sistema de saúde global, mas também viola uma lei que exige o pagamento de US$ 260 milhões em taxas pendentes à organização da ONU.

Trump justificou a saída com críticas à gestão da OMS, afirmando que a organização falhou em suas funções, o que, segundo ele, custou ‘trilhões de dólares’ aos EUA. No entanto, a legislação americana exige que o país notifique a OMS com um ano de antecedência e quite todas as taxas antes da saída. A retirada dos Estados Unidos, que representam quase 20% do financiamento da OMS, poderá provocar uma crise orçamentária na agência, levando a cortes significativos em suas operações e equipe.

A falta do principal financiador representa riscos para a saúde pública global, conforme alertado por especialistas. Em fevereiro, líderes da OMS discutirão as implicações da saída americana, enquanto figuras influentes, como Bill Gates, expressaram ceticismo sobre um retorno dos EUA à organização no curto prazo. A ausência dos Estados Unidos pode enfraquecer as colaborações essenciais para enfrentar ameaças à saúde mundial.

Compartilhe esta notícia