Gabriella Papadakis, renomada patinadora artística francesa e campeã olímpica, relatou em sua autobiografia, *Pour ne pas disparaître*, a difícil experiência de interromper uma gravidez durante o Campeonato Mundial de Dança no Gelo, realizado em 2019. Naquele momento, Papadakis estava no auge de sua carreira, focada em manter sua liderança no ranking mundial e se preparando para os Jogos Olímpicos. Ao perceber sintomas inesperados, ela fez um teste de gravidez, que resultou positivo, levando a atleta a um estado de angústia.
Após conversar com sua treinadora e outros profissionais, Papadakis decidiu pela interrupção da gravidez, optando por um método medicamentoso. Mesmo diante dessa situação delicada, a patinadora manteve sua rotina intensa de treinos e competições, ao lado de seu parceiro Guillaume Cizeron. Apesar dos desafios pessoais, a dupla conseguiu conquistar o título mundial, mas o episódio mais marcante ocorreu durante a cerimônia de entrega das medalhas, onde ela sentiu uma dor súbita no baixo ventre.
Papadakis compartilhou que a gravidez terminou de forma trágica e visível, durante um evento que era transmitido ao vivo, onde ninguém sabia do que estava acontecendo. Essa revelação não apenas expõe a pressão que atletas enfrentam, mas também provoca reflexões sobre as questões de saúde e maternidade no esporte de alto rendimento. A experiência de Papadakis pode gerar um diálogo mais amplo sobre os desafios enfrentados por mulheres atletas em momentos cruciais de suas carreiras.


