Na quinta-feira, a jornalista filipina Frenchie Cumpio foi condenada por financiamento ao terrorismo pelo tribunal regional de Tacloban, após quase seis anos de detenção em uma prisão superlotada. A decisão, que também impactou sua ex-companheira de quarto, Marielle Domequil, foi recebida com lágrimas e desespero. Ambas receberam penas entre 12 e 18 anos de prisão, conforme determinado pela juíza Georgina Uy Perez.
A condenação de Cumpio gerou reações fervorosas de organizações de direitos humanos, incluindo a Repórteres Sem Fronteiras, que classificou o veredicto como uma afronta à liberdade de imprensa nas Filipinas. Os críticos da decisão alegam que a acusação é infundada e reflete uma tendência preocupante de repressão a jornalistas e ativistas no país. A ONU também expressou preocupação, considerando a situação uma violação dos direitos humanos fundamentais.
As implicações dessa condenação são vastas, colocando em xeque a segurança e a liberdade de expressão no ambiente midiático das Filipinas. A decisão poderá desencadear novas mobilizações de grupos em defesa dos direitos civis, além de potencialmente afetar o trabalho de outros jornalistas no país. O caso de Cumpio destaca a necessidade urgente de proteção à liberdade de imprensa e à integridade dos jornalistas na região.

