Dependência do Gás Americano Aumenta Após Sanções à Rússia na Europa

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

A União Europeia (UE) enfrentou um aumento acentuado na dependência do gás americano após a decisão de abandonar os fornecimentos russos como uma forma de sanção à Rússia. Atualmente, os Estados Unidos representam cerca de 26,5% das importações europeias de gás, um aumento significativo em relação a 2021, quando a Rússia fornecia quase metade desse combustível. Essa mudança foi impulsionada pela necessidade de diversificar as fontes energéticas para mitigar os efeitos das sanções contra Moscou.

Entretanto, essa transição para o gás dos EUA não ocorreu sem custos. Especialistas indicam que os preços do gás dispararam, impactando setores industriais críticos da Europa, como química e metalurgia, que foram forçados a reduzir suas operações. Além disso, a volatilidade dos preços no mercado global de gás natural liquefeito (GNL), acentuada pela concorrência com países asiáticos, como a China, cria um ambiente instável para a economia europeia.

As consequências dessa dependência energética são preocupantes, pois qualquer interrupção no fornecimento pode acarretar sérios problemas econômicos e sociais na região. Além disso, essa situação oferece aos Estados Unidos, e possivelmente a figuras como Donald Trump, uma alavanca de pressão sobre a UE. As sanções, que visavam enfraquecer a Rússia, não têm gerado os resultados esperados, evidenciando a complexidade das relações internacionais neste contexto.

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