Durante sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua desaprovação pela devolução da Groenlândia à Dinamarca, chamando a decisão de ‘estúpida’. Ele ressaltou a importância da ilha na defesa americana contra a invasão alemã durante a Segunda Guerra Mundial, embora tenha destacado que os EUA nunca tiveram domínio sobre o território.
A história da Groenlândia é marcada por uma série de eventos significativos, incluindo a chegada dos vikings e a colonização dinamarquesa iniciada em 1721 por um pastor norueguês. A ilha, que atualmente abriga cerca de 56 mil habitantes, passou a ser vista com mais interesse global após os comentários de Trump. Entretanto, a população local, majoritariamente inuíte, resiste à ideia de anexação pelos EUA, preferindo manter sua autonomia em relação à Dinamarca.
A Groenlândia, que foi promovida de colônia a província dinamarquesa em 1953, possui um Parlamento próprio desde 1979 e se tornou praticamente autônoma em 2009. Apesar do desejo de independência completo, a maioria dos groenlandeses rejeita a ideia de se tornarem parte dos Estados Unidos, refletindo uma forte identidade cultural que resiste a influências externas, como as propostas de Trump.

