Advogada argentina registra ameaça após caso de racismo no Rio de Janeiro

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Agostina Páez, uma advogada argentina de 29 anos, registrou uma ocorrência por ameaças na Polícia Civil do Brasil após receber mensagens insultuosas nas redes sociais. O registro ocorreu em meio à investigação sobre ofensas racistas que ela supostamente cometeu em um bar de Ipanema, no Rio de Janeiro, onde um vídeo a mostra fazendo gestos ofensivos. Apesar da determinação judicial para usar uma tornozeleira eletrônica, Páez não cumpriu a ordem até o momento.

A repercussão do caso foi intensa, especialmente após a apreensão do passaporte da advogada, que agora não pode retornar à Argentina. Durante a investigação, ela relatou à polícia que três indivíduos afirmaram ser policiais e estiveram em seu apartamento, provocando sua preocupação com a segurança pessoal. O advogado de Páez criticou a medida da tornozeleira, considerando-a excessiva, uma vez que o contexto do incidente ainda é debatido.

Com a advogada temendo por sua segurança e recebendo ameaças constantes, a situação se torna cada vez mais delicada. Enquanto isso, seu pai, um empresário, está envolvido em um caso de violência de gênero, o que adiciona mais complexidade à situação familiar. O desfecho dessa investigação pode ter implicações significativas tanto para Agostina quanto para o discurso sobre racismo e segurança no Brasil.

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