Um solicitante de asilo no Reino Unido descreve sua angustiante jornada ao cruzar o Canal da Mancha, impulsionado pela necessidade de escapar de ameaças de morte em seu país de origem. Ele enfatiza que não tomou essa decisão por imprudência, mas porque todas as vias legais foram negadas e a situação se tornou insustentável. Agora, enfrenta a possibilidade de ser devolvido à França sob uma política do governo britânico que considera as chegadas ilegais como passíveis de deportação.
O escritor, que antes trabalhava em um campo de petróleo, narra a pressão que sofreu de uma figura poderosa em seu país, o que o forçou a fugir em busca de proteção. Ao chegar à França, ele ainda sentiu-se em perigo, ciente de que seus perseguidores poderiam alcançá-lo, e relata ameaças recebidas tanto por ele quanto por sua família. Esta constante insegurança o levou a tomar a perigosa decisão de atravessar o Canal, um ato que ele descreve como o mais arriscado de sua vida.
As declarações de um porta-voz do Ministério do Interior britânico indicam que o governo está determinado a aplicar sua política de deportação, mesmo diante das alegações de riscos à vida do solicitante. Essa situação levanta questões sobre a eficácia e a humanidade das políticas de imigração do Reino Unido, especialmente em relação à proteção de indivíduos que buscam refúgio de perseguições. As consequências dessa abordagem podem impactar não apenas os solicitantes de asilo, mas também a reputação do país em matéria de direitos humanos.

