A nova adaptação de ‘A Single Man’, obra de Christopher Isherwood, traz à tona a atuação intensa de Alex Jennings como George Falconer, um professor britânico vivendo na Califórnia em 1962. A trama se desenrola em um único dia, onde George se levanta pela manhã, refletindo sobre sua vida e a recente perda de seu parceiro, Jim, em um acidente de carro. A produção captura a luta interna de George, que se vê preso entre a dor da saudade e o desprezo que enfrenta devido à sua sexualidade.
Durante o dia, acompanhamos George em sua rotina, que inclui momentos de introspecção, como suas reflexões diante da crítica de sua vizinha homofóbica e as interações com seus colegas e amigos. Através de um monólogo interno profundo, a narrativa revela o desespero existencial que permeia a vida de George, mostrando como a sociedade o marginaliza. A obra também destaca a luta por aceitação em um mundo que não compreende sua identidade.
As implicações dessa história vão além da dor pessoal de George, refletindo questões sociais maiores sobre preconceito e solidão. A adaptação de Isherwood se torna relevante em uma época em que debates sobre diversidade e aceitação ainda estão em foco. Assim, ‘A Single Man’ não apenas narra a vida de um homem, mas também provoca reflexões sobre a condição humana e a busca por pertencimento em meio à adversidade.

