Tetsuya Yamagami, de 45 anos, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato do ex-primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ocorrido em um comício na cidade de Nara, em 2022. A decisão do tribunal, anunciada em 21 de janeiro de 2026, seguiu a recomendação dos promotores, que argumentaram a favor da pena máxima devido à premeditação do crime e suas consequências para a democracia japonesa.
Durante o julgamento, Yamagami admitiu ter cometido o crime motivado por ressentimentos pessoais relacionados à Igreja da Unificação, que impactaram sua família financeiramente. A defesa alegou que ele foi vítima de abuso religioso e que seu ato visava expor práticas consideradas predatórias. Entretanto, a promotoria destacou sua consciência plena sobre os atos, enfatizando que as dificuldades pessoais não justificam o assassinato.
O assassinato de Abe, que foi o primeiro-ministro com o mandato mais longo da história do Japão, gerou uma profunda crise institucional e social. O caso também revelou falhas graves na segurança, já que a violência armada é rara no país, o que levantou preocupações sobre a proteção de figuras públicas. As implicações dessa tragédia se estendem além do ato violento, questionando a relação entre política e religião no Japão contemporâneo.

