O ex-primeiro-ministro da Coreia do Sul, Han Duck-soo, foi condenado a 23 anos de prisão por seu envolvimento na tentativa de lei marcial realizada em 3 de dezembro de 2024. O juiz Lee Jin-gwan, do Tribunal de Seul, ressaltou que Han, de 76 anos, falhou em cumprir suas obrigações como líder do governo, contribuindo para uma tentativa de subversão da ordem democrática do país.
Durante o julgamento, a acusação, liderada pelo procurador especial Cho Eun-suk, afirmou que Han teve um papel central na insurreição, omitindo informações cruciais e não se opondo ao plano do ex-presidente Yoon Suk-yeol. A decisão do tribunal foi além do que a promotoria havia solicitado, mostrando a gravidade da conduta do ex-premiê, que sempre negou qualquer envolvimento irregular.
Após a destituição de Yoon em abril de 2025, Han assumiu a presidência interina, mas sua candidatura nas eleições subsequentes não teve sucesso. A condenação de Han pode ter repercussões significativas na política da Coreia do Sul, especialmente em um momento em que o país passa por transições críticas em sua liderança e estrutura governamental.

