Nesta quarta-feira (21), Joel Kaplan, diretor de assuntos globais da Meta, expressou preocupações sobre as possíveis retaliações da União Europeia contra empresas de tecnologia americanas. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, ele declarou que tal ação seria ‘autodestrutiva’ e prejudicaria a economia europeia, especialmente em um momento em que os EUA ameaçam tarifas a países que se opõem à anexação da Groenlândia.
Kaplan enfatizou que milhões de pequenas empresas na Europa dependem dos serviços oferecidos por empresas de tecnologia americanas para se expandirem e gerarem empregos. Ele alertou que as retaliações poderiam resultar em um ciclo de respostas negativas, afetando tanto os negócios na Europa quanto a dinâmica comercial entre EUA e UE. Enquanto isso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também recomendou que os europeus conversassem com o presidente americano sobre a questão da Groenlândia.
As autoridades europeias estão considerando a utilização do mecanismo ‘anticoerção’, uma ferramenta comercial poderosa que pode incluir tarifas sobre produtos americanos e restrições a empresas dos EUA. Essa abordagem poderia intensificar as tensões comerciais, levando a um impacto significativo nas relações transatlânticas e na economia global. O cenário se torna mais complexo à medida que a UE busca equilibrar suas respostas às ameaças dos EUA com a necessidade de proteger suas próprias economias.

