O premiê da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou que a população deve se preparar para uma potencial invasão militar por parte dos Estados Unidos, apesar de considerar a situação como improvável. Durante sua declaração, ele enfatizou que, embora não haja expectativa de um conflito militar iminente, a preparação é prudente. A administração local, que faz parte do Reino da Dinamarca, iniciará um grupo de trabalho com representantes de várias instituições para abordar essa questão.
Para garantir a segurança da população, o governo da Groenlândia está elaborando diretrizes que incluem a recomendação de manter um estoque de alimentos em casa para pelo menos cinco dias. Essa ação é uma resposta às crescentes preocupações com a segurança no Ártico, exacerbadas por declarações do ex-presidente norte-americano que indicaram intenções de anexar o território devido à influência crescente de China e Rússia na região. A Groenlândia, sendo parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), também abriga uma base militar dos EUA.
A situação na Groenlândia reflete um cenário geopolítico complexo, onde o governo local busca proteger seus cidadãos em meio a tensões internacionais. A França solicitou à Otan a realização de exercícios militares na ilha, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu um pacote significativo de investimentos para a Groenlândia. Essas iniciativas visam garantir a estabilidade da região e evitar que a aliança atlântica seja comprometida por ações unilaterais que poderiam desestabilizar a segurança ocidental.

