Suécia e Noruega rejeitam convite de Trump para Conselho de Paz

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

Em 21 de janeiro, os governos da Noruega e Suécia anunciaram sua decisão de não participar do Conselho de Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa de Gaza. A proposta surge em um momento de tensões entre os EUA e a Europa, especialmente em relação à Groenlândia, e visa supervisionar a gestão e a reconstrução do enclave palestino, que sofreu com dois anos de guerra entre Israel e Hamas.

A recusa dos países nórdicos foi formalizada por Kristoffer Thoner, secretário de Estado da Noruega, que ressaltou a necessidade de um diálogo mais profundo com os Estados Unidos sobre a proposta. O premiê da Suécia, Ulf Kristersson, reiterou a mesma posição durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. A proposta de Trump levanta preocupações sobre a criação de uma estrutura paralela à ONU, o que tem gerado resistência internacional.

Com a recusa da Noruega e Suécia, esses países se somam à França, que também não aceitou o convite e foi ameaçada com tarifas elevadas sobre seus vinhos. Até o momento, poucos líderes mundiais aceitaram participar do Conselho de Paz, com destaque para o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi. A expectativa agora é sobre a resposta do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que também foi convidado para o evento.

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