O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário desfavorável no Congresso, dificultando o avanço da pauta de segurança pública, considerada prioritária para este ano eleitoral. O novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, terá que demonstrar habilidade política para conquistar apoio parlamentar, algo que seu antecessor não conseguiu. As propostas cruciais, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção, foram alteradas e desfiguradas durante a tramitação no Legislativo.
A avaliação no Planalto é clara: a aprovação da PEC nos moldes originais é uma condição essencial para que o governo cumpra a promessa de criar um Ministério da Segurança Pública. O novo ministro enfatizou sua intenção de dialogar com todos os parlamentares, incluindo a oposição, para buscar consensos. Apesar das dificuldades, a pressão popular e os eventos recentes, como operações policiais, têm colocado a segurança pública como um tema central para a próxima eleição.
Se a PEC não for aprovada, o presidente Lula poderá enfrentar obstáculos significativos para a implementação de suas promessas de campanha, incluindo a criação do novo ministério. As alterações feitas pelo relator da PEC, que limitam recursos e a atuação da Polícia Federal, são vistas como um retrocesso pela administração petista. Diante desse cenário, o governo precisa agir rapidamente para garantir que as propostas de segurança se tornem realidade antes do início das eleições.

