Em uma declaração dada em 20 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou seu desejo de envolver a líder opositora venezuelana, María Corina Machado, na transição política do país após a queda do presidente Nicolás Maduro. Essa mudança de tom de Trump ocorre após o gesto simbólico de Machado, que lhe entregou sua medalha do Nobel da Paz, conquistada em 2020. A intenção de Trump de incluir Machado sugere uma reavaliação das prioridades na política externa dos EUA em relação à Venezuela.
María Corina Machado, que foi uma figura marginalizada nas estratégias anteriores de Trump, agora pode ter um papel significativo em um futuro governo venezuelano. Enquanto isso, o governo de Maduro foi deposto em uma ação militar dos EUA, e Maduro, juntamente com sua esposa, enfrenta acusações de narcotráfico em Nova York. O novo cenário político abre espaço para que Machado, que esteve em contato recente com congressistas americanos e líderes internacionais, busque apoio e visibilidade na comunidade global.
As promessas de libertação de presos políticos feitas pela nova liderança venezuelana, representada por Delcy Rodríguez, estão avançando lentamente. Enquanto isso, Machado continua a mobilizar apoio tanto internacional quanto local, destacando a importância da reinstitucionalização e da democracia na Venezuela. A interação crescente entre Trump e Machado pode transformar a abordagem dos EUA para a crise venezuelana e influenciar o futuro político do país.

