O primeiro-ministro britânico investe em abordagens pragmáticas para a diplomacia, em contraste com as ações provocativas do presidente dos EUA. Jonathan Powell, em seu livro sobre os anos de Tony Blair, discute como os líderes britânicos podem escolher entre criticar abertamente ou cultivar relacionamentos mais próximos com seus homólogos americanos. Essa escolha reflete a busca por influência nas decisões políticas internacionais.
Powell argumenta que a estratégia de ‘fazer uma bela figura’, que envolve críticas públicas, pode ser menos eficaz do que a diplomacia discreta. Esse último método, ao criar laços mais fortes, pode resultar em maior influência sobre as políticas dos EUA. Assim, o primeiro-ministro parece optar por esse caminho mais sutil, numa tentativa de equilibrar as tensões entre os dois países.
As implicações dessa escolha são significativas, especialmente em um cenário global onde a diplomacia se torna cada vez mais desafiadora. À medida que o primeiro-ministro busca construir um relacionamento mais próximo, o impacto das ações do presidente dos EUA pode colocar à prova essa estratégia. O futuro das relações entre o Reino Unido e os Estados Unidos dependerá da eficácia desse método pragmático adotado pelo primeiro-ministro.

