Com as eleições presidenciais se aproximando, o presidente Lula se apresentou em um evento no Sul e defendeu a necessidade de um número elevado de ministérios em seu governo. Ele argumentou que essa multiplicidade é fundamental para a inclusão de diferentes movimentos da sociedade no Executivo Federal, além de ser um reflexo da competência técnica da gestão. Segundo Lula, menos ministérios podem ser sinônimo de ineficiência, e não de economia.
A atual administração, que assumiu em janeiro de 2023, conta com 39 ministérios, igualando-se à gestão de Dilma Rousseff, e superando todos os governos pós-regime militar, que mantiveram menos de 30 pastas. Lula mencionou a importância de criar ministérios para acomodar aliados políticos, como o caso das pastas de Esportes e Portos e Aeroportos, que foram recriadas para atender a interesses de partidos aliados.
Além disso, a declaração do presidente surge em meio a especulações sobre a possível divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas separadas, o que gerou a saída do ex-ministro Ricardo Lewandowski. O cenário político está se intensificando à medida que se aproximam as eleições, e as decisões de Lula podem ter implicações significativas na dinâmica eleitoral e no apoio político que seu governo poderá contar.

