O governo sírio anunciou nesta terça-feira (20) um novo cessar-fogo de quatro dias com as Forças Democráticas Sírias (FDS), que são lideradas pela minoria curda e têm o apoio dos Estados Unidos. Este acordo vem após o Exército sírio enviar reforços para a província de Hasakah, localizada no nordeste do país, onde as tensões têm se intensificado. O presidente interino da Síria, Ahmed al Sharaa, busca consolidar sua autoridade após a destituição do ex-presidente Bashar al Assad no final de 2024.
O cessar-fogo permitirá a realização de novas conversas entre Al Sharaa e os líderes das FDS, que já enfrentaram dificuldades nas negociações para integrar suas instituições ao governo sírio. As FDS, que desempenharam um papel crucial na luta contra o Estado Islâmico, agora se veem em uma posição delicada, especialmente com a mudança no apoio dos Estados Unidos em favor do governo de Damasco. Além disso, o enviado americano para a Síria declarou que a missão das FDS como força principal contra o Estado Islâmico foi praticamente encerrada.
O acordo de trégua representa um momento crítico para a minoria curda, que busca garantir seus direitos em um cenário de crescente pressão militar e política. Se um pacto definitivo for alcançado, as forças governamentais não entrarão nas áreas urbanas de Hasakah e Qamishli, o que pode oferecer uma solução temporária para a tensão na região. O sucesso deste entendimento pode influenciar diretamente a estabilidade no nordeste da Síria e o futuro das relações entre o governo sírio e as forças curdas.

