Aumenta a segurança de Evo Morales após retorno da DEA à Bolívia

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Seguidores de Evo Morales intensificaram a segurança em sua base no Trópico de Cochabamba, Bolívia, temendo que o ex-presidente seja detido pela DEA. O governo de Rodrigo Paz anunciou a volta da agência antidrogas dos Estados Unidos ao país, após a expulsão da mesma em 2008. Morales, que enfrenta um mandado de prisão por acusações de tráfico de pessoas, nega as acusações e permanece sob proteção de seus apoiadores.

A presença da DEA na Bolívia tem gerado apreensão entre os cocaleiros, que acreditam que o governo pode usar agentes infiltrados para prender Morales. A guarda do ex-presidente, que contava com cerca de 2.000 apoiadores, agora possui quase 7.000 efetivos, em resposta a temores de que ele possa ser extraditado. As recentes movimentações de helicópteros da DEA na região reforçam as preocupações sobre a segurança do ex-líder indígena.

As implicações dessa situação são vastas, com a Bolívia sendo um dos maiores produtores de cocaína do mundo. A administração americana tem intensificado suas ações contra o crime transnacional na região, o que pode pressionar ainda mais as autoridades bolivianas. A possibilidade de uma detenção e eventual extraditação de Morales poderá ter repercussões significativas na política boliviana e nas relações com os Estados Unidos.

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