Trump classifica OTAN e ONU como inimigos, gerando tensões na Europa

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma postagem em sua rede social, Truth Social, classificando a OTAN e a ONU como inimigos de Washington. Essa declaração provocou reações entre líderes europeus, conforme analisou o especialista em conflitos internacionais, Vitaly Arkov. Para ele, essa afirmação expõe divergências que podem ‘tirar máscaras’ de muitos líderes europeus sobre suas verdadeiras posições.

Arkov destacou que, embora a ONU necessite de reformas, a caracterização da organização como inimiga pode ser um equívoco. Ele acredita que Trump está correto ao criticar a OTAN, mencionando que a aliança se tornou um ‘monstro’ difícil de administrar. Além disso, o analista sublinhou a incapacidade das forças armadas europeias em responder à suposta ameaça russa, o que levanta questões sobre o financiamento americano à aliança.

O especialista também enfatizou que, em vez de gratidão, os Estados Unidos enfrentam provocações e oposições de seus aliados europeus. Essa discordância, segundo Arkov, não é recente e remete a episódios anteriores, como a questão da Groenlândia. A análise sugere que as tensões nas relações transatlânticas podem se intensificar, gerando novas discussões sobre a eficácia da OTAN e seu papel no cenário internacional.

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