Em uma tarde ensolarada em um parque de Roma, uma autora italiana e sua amiga discutem a utilização de terapeutas de inteligência artificial (IA). A conversa revela uma nova forma de abordagem sobre saúde mental, onde muitas pessoas buscam aplicativos como alternativa a serviços psicológicos tradicionais, frequentemente escassos. Essa troca de experiências destaca a crescente aceitação do uso de tecnologia para apoio emocional, apesar de suas limitações.
A autora, Viola Di Grado, observa que a sociedade ainda tem dúvidas sobre a privacidade e a confidencialidade das interações com terapeutas digitais. A relação entre a intimidade de uma terapia tradicional e a superficialidade de um aplicativo gera um limbo emocional, onde os usuários ponderam sobre o valor de suas experiências. Essa situação reflete a necessidade urgente de serviços de saúde mental mais acessíveis e confiáveis na Itália e em outros países.
À medida que o uso de terapeutas de IA se torna mais comum, é essencial considerar as implicações dessa mudança. Embora esses aplicativos possam oferecer suporte a quem não tem acesso a cuidados psicológicos, a dependência deles pode levantar questões sobre a eficácia do tratamento. O debate em torno dessa nova abordagem pode influenciar políticas de saúde mental, enfatizando a importância de garantir que todos tenham acesso a cuidados adequados.

