A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), tornou-se alvo de um pedido de impeachment na Assembleia Legislativa do estado (Alepe) em 19 de janeiro, após denúncias de irregularidades na empresa de ônibus intermunicipais de seu pai, o ex-governador João Lyra (PSD). O deputado estadual Romero Albuquerque (União) protocolou o pedido, alegando que a companhia operava sem a fiscalização obrigatória do governo, o que resultou na utilização de veículos com idade superior à permitida.
O deputado Albuquerque ressaltou que as irregularidades operacionais da empresa comprometeram a segurança dos usuários e caracterizou a situação como um crime de responsabilidade. Um relatório da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI) aponta que a empresa não passava por vistorias desde 2022 e não possuía o Certificado de Registro Cadastral (CRC) atualizado, gerando preocupações sobre a legalidade das contratações realizadas pela atual administração.
As implicações políticas são significativas, especialmente em um ano eleitoral, onde Raquel Lyra deve disputar o governo de Pernambuco contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que também enfrenta um pedido de impeachment. O presidente em exercício da Alepe, deputado Rodrigo Farias (PSB), declarou que a análise do pedido começará em fevereiro, após o recesso parlamentar. A situação exige atenção, pois pode impactar a carreira política de Lyra e o cenário eleitoral no estado.

