O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece detido no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, em meio a um acirrado debate jurídico e político. O ministro Alexandre de Moraes tomou decisões recentes que reacenderam a controvérsia sobre a admissibilidade de sua prisão domiciliar, especialmente em função de questões de saúde. A defesa de Bolsonaro argumenta que seu estado de saúde delicado justifica a mudança de regime prisional.
A resistência do Supremo Tribunal Federal em conceder a prisão domiciliar tem gerado um desgaste significativo, tanto para a Corte quanto para Bolsonaro. Investigadores e ministros do STF, em conversas reservadas, expressam preocupação de que a manutenção da prisão nas atuais condições possa ser interpretada como uma perseguição política. A situação atual favorece aliados do ex-presidente, que criticam o STF e reforçam um discurso de vitimização em torno de seu caso.
Com a retomada das atividades no Legislativo em fevereiro, há expectativas de que os ministros do STF tentem persuadir Moraes a conceder a prisão domiciliar a Bolsonaro. Integrantes da Corte temem que um eventual agravamento da saúde do ex-presidente durante sua detenção seja atribuído ao STF, o que poderia trazer repercussões negativas. A avaliação é de que uma solução menos conflitiva poderia encerrar uma situação que se tornou um problema político persistente.

